Na manhã de 1 de julho, juntamo-nos à mesa (virtual) num colóquio organizado pela Universidade de Vigo, para ouvir e falar de Adília.
Leia aqui a nossa comunicação intitulada: «A minha história é outra e começa agora: a escrita criativa e a obra de Adília Lopes entre experiências e repercussões.»

«Não é por acaso que ainda nenhuma mulher pôs o pé na Lua. Mas talvez seja uma mulher o primeiro ser humano a pôr o pé em Marte. Já agora que seja uma preta lésbica e deficiente. O século XX foi politicamente incorrecto, mas este século promete. Não estou a brincar, sou de facto optimista. Por isso a minha prosa é rosa, amorosa, pirosa, laranja e verde-alface.»

(Adília Lopes, 2001)

«Não é por acaso que ainda nenhuma mulher conseguiu disputar os lugares de Camões e Pessoa na história da literatura portuguesa.
Mas talvez não seja por acaso se algum dia a Adília Lopes for reconhecida como a grande revolucionária da história da poesia portuguesa. Por ter provocado uma revolução que não se fez “nas praças / nem nos palácios” mas na “casa de banho / da casa / da escola / do trabalho.”» (AL, 1999).

«Não é por acaso que este site quer ser a futura casa do que se sabe e se diz sobre a sua obra.
Porque não é por acaso que a obra adiliana constitui um excelente ponto de partida para revermos criticamente a sociedade globalizada e as suas crises. Porque “É preciso desentropiar / a casa / todos os dias / para adiar o Kaos.”» (AL, 2002).
«E nunca será por acaso que “a poetisa é a mulher-a-dias / [que] arruma o poema / como arruma a casa / que o terramoto ameaça”, porque “o poema desentropia.”» (AL, 2002).