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Obs.: Horário UTC + 1 (Lisboa); Inscrições até às 18 h 00 da sexta-feira anterior.

O mundo mudou? E a narrativa, como fica?

Um convite para trocarmos ideias e juntos, tecermos novas narrativas

Descrição

Neste contexto de pós-quarentena, de contornos difusos, ninguém consegue retratar fielmente o que se passou, o que se passa e o que se passará. As nossas ferramentas narrativas, que migraram em força da ficção para a realidade em busca de sentidos, explicações e narrativas, apesar de prolíficas, têm-se revelado ineficazes. A nossa willing suspension of disbelief, comum na ficção, está um pouco menos willing, menos predisposta a acreditar nas narrativas que nos fazem chegar nos noticiários. Há uma suspeita no ar de que a verdade nos escapa, com ou sem conspiração. Quão ancorado está o medo de um aperto de mão numa realidade objetiva, observável? Esta suspeita não é uma tendência nova, mas uma de muitas que o espírito de pandemia tornou mais evidentes. E, no entanto, intuímos que há de facto qualquer coisa a mudar. E a nossa urgência de o narrar é óbvia.  Mas como fazê-lo se o que queremos narrar parece desafiar os próprios princípios da narrativa? Parece não caber dentro dos limites de um retrato. Há tantas verdades quantos observadores existem.

Nestes encontros a que chamámos Há Qualquer Coisa a Mudar queremos lançar a ideia de que há, de facto, algo exterior a nós que está a mudar e, ao mesmo tempo, é também um apelo à nossa ação individual: «Há qualquer coisa que temos de mudar». Ambas estão interligadas. E o que queremos mudar? O que vislumbrámos durante o confinamento, durante esta grande pausa mundial sem precedentes, que queremos levar connosco de volta para a vida? O que descobrimos, face-a-face com a nossa intimidade, com a perspetiva da morte (que as nossas velhas narrativas tendem a adiar e suprimir a qualquer custo)? Que narrativas queremos reformar? Que narrativas queremos germinar (ou já foram germinadas)? Estas novas narrativas só podem ser tecidas com muitas vozes, desafiando a própria causalidade de uma narrativa, desafiando certamente o monopólio dos media, cujas narrativas silenciam as nossas vozes íntimas, talvez mais próximas da verdade. 

Um convite para trocarmos ideias e juntos, tecermos novas narrativas. 

As sessões serão gravadas e serão divulgadas através dos meios de comunicação da Escrever Escrever. 

Regras do Jogo:

  • Debate aberto na plataforma Zoom;
  • Entrada livre mediante inscrição até às 18 h 00 da sexta-feira anterior; 
  • Não há uma exposição linear de tópicos;
  • Pode-se participar no número de sessões que se quiser;
  • Os participantes podem entrar e sair independentemente da hora de início e de fim do debate;
  • Todos são convidados a intervir e contribuir, se assim o desejarem. 

 

 

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Obs.: Horário UTC + 1 (Lisboa); Inscrições até às 18 h 00 da sexta-feira anterior.

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